Recolha manual de informação sobre rotas é popular entre os utilizadores do maior planeador de viagens do mundo
31.01.2014
Global

Enquanto a maior parte dos dados recolhidos e geridos pelo planeador de viagens global Rome2rio com o objetivo de dar suporte à sua missão de “organizar a informação sobre transportes a nível mundial” se encontram disponíveis eletronicamente, uma parte considerável desses dados não estão nesse formato, tendo que ser recolhidos manualmente.

O que é notícia e torna muito interessante esse facto é a relação inversa entre o quão difícil é a obtenção desses dados e a enorme procura dos utilizadores do Rome2rio por rotas e viagens que incluam esses dados “manuais”.

Os gráficos seguintes apresentam os resultados das estatísticas recolhidas pelo Rome2rio:
a) Esforço despendido na recolha de dados, dividido entre dados recolhidos de forma automática e recolhidos de forma manual;
b) Pesquisas efetuadas no website do Rome2rio, divididas entre utilizadores que pesquisam resultados recolhidos de forma automática e os que pesquisam resultados recolhidos manualmente.

De uma maneira geral esta análise não surpreendente: a informação sobre locais populares e de tráfego intenso é propensa a ser mais divulgada e conhecida, e por conseguinte é consultada com menor frequência pelos utilizadores nos planeadores de viagem. Esta informação é também disponibilizada ao Rome2rio, em formato eletrónico, com mais frequência e maior facilidade. Por outro lado surgem os destinos em zonas menos populares e menos bem conhecidas, onde os operadores de transportes e autoridades governamentais se encontram muitas vezes menos disponíveis à partilha de informação ou à disponibilização desta através da internet.

Vinh Dang – Analista de informação do Rome2rio, na zona de Ho Chi Minh City, a recolher informação sobre horários do serviço de ferry HCM-Vung Tau

O que é surpreendente é a importância que dados recolhidos manualmente têm para o utilizador, e os planos de viagem que são gerados com base neles: apenas 2% de todas as rotas de transportes são recolhidas manualmente, mas estas representam 49% das pesquisas feitas pelos utilizadores. Esta situação deve-se também ao facto de a recolha manual ser feita mais criteriosamente e com o objetivo de obter a maior eficiência e eficácia possível (porque depende do envolvimento e ‘cliques’ dos utilizadores que colaboram) para cada rota adicionada. A recolha de dados de forma manual parece estar a ter um peso acima das expetativas, mas não é esperado que esta influência não esperada comece a diminuir à medida que sejam recolhidos mais dados de forma manual em zonas geográficas menos desenvolvidas, uma vez que surge assim um “efeito de rede”, aumentando tanto a visibilidade, como o valor coletivo da base de dados. Tendo esta realidade em mente, o Rome2rio tem reforçado a sua equipa de recolha de dados, contanto atualmente com 27 analistas localizados na Argentina, Austrália, Bolívia, Bulgária, Colômbia, Alemanha, Grécia, Indonésia, Malásia, Peru, Filipinas, Servia, Coreia do sul, Espanha, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, EUA e Vietname.

A Comunicação Integra pode ser descarregada aqui em formato pdf.

Tradução e adaptação da notícia original do parceiro associado da Rede Integra Rome2rio (autoria Rod Cuthbert). Veja aqui a notícia original (versão inglês) no blogue do Rome2rio.